sábado, 24 de dezembro de 2011

Revista Agroecologia da Emater/RS-Ascar ganha versão digital



Já está disponível no site da Emater/RS-Ascarwww.emater.tche.br - a versão digital daRevista Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável. A edição de dezembro de 2011, a primeira após a retomada da publicação, pode ser folheada na íntegra pela Internet, assim como as 12 edições anteriores, que circularam entre janeiro de 2000 e outubro de 2002. A Revista tem periodicidade quadrimestral.

Com esta iniciativa a Instituição promove o debate sobre Agroecologia e desenvolvimento rural sustentável através da publicação de artigos científicos, resenhas, relatos de experiências, entre outros textos que visam tanto a abordagem teórica como a divulgação de práticas nessas áreas.

A primeira edição desta nova fase da Revista apresenta três artigos científicos, que abordam os conceitos e os princípios da agroecologia, o consumo e a produção de alimentos na agricultura familiar e a soberania alimentar e a agrodiversidade, com estudo de caso no município de Guaraciaba. 

Em artigo de opinião, o presidente da Associação Brasileira de Agroecologia, Francisco Caporal, avalia criticamente a Lei de Ater. A publicação apresenta ainda entrevista com o professor da Universidade Agrícola de Wageningen, nos Países Baixos (Holanda), Jan Douwe van der Ploeg, que aborda a importância social da agricultura familiar e da produção ecológica.

A próxima edição da Revista Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável será publicada em março de 2012. A Emater/RS-Ascarprepara a publicação de novo edital para a publicação de artigos científicos na revista.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Agrotóxico é a segunda maior causa de intoxicação

Agrotóxico na cidade
O Brasil registrou 5.204 casos de intoxicação por agrotóxico de uso na agricultura em 2009.
É o que mostram os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Quase 60% das notificações ocorreram nas cidades.
O agrotóxico de uso agrícola é a segunda causa de intoxicação no país, perdendo somente para os medicamentos, que somaram 26.540 registros em 2009.
O grande número de casos na área urbana está relacionado à venda clandestina de agrotóxicos granulados, mais conhecidos como chumbinho (por serem comercializados em forma de bolinhas na cor cinza).
Nas cidades, a substância é vendida ilegalmente, principalmente em feiras e camelôs, como veneno para matar ratos e baratas, segundo a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner.
Chumbinho
A substância aldicarbe, usada na fabricação de chumbinho, só pode ser vendida no atacado e para clientes cadastrados.
Desde dezembro de 2010, o Brasil não importa aldicarbe. O ingrediente pode engrossar a lista dos banidos do país nos próximos anos.
O uso do aldicarbe é autorizado apenas para controle de pragas nas plantações de cítricos e de cana-de-açúcar.
Dos casos de intoxicação identificados em 2009, 2.491 foram tentativas de suicídio, equivalente a 47% do total. Em segundo lugar, a intoxicação aconteceu no trabalho, com 1.158 casos.
A maioria das vítimas de intoxicação por uso de agrotóxico é do sexo masculino (3.237) e tem de 20 a 29 anos de idade (2.491).
Intoxicação do trabalhador rural
Apesar da prevalência de casos nas cidades, a coordenadora Rosany Bochner ressalta que o trabalhador rural tem mais risco de sofrer intoxicação por exposição ao agrotóxico.
A coordenadora reconhece que existe uma subnotificação de casos no país porque os próprios médicos deixam de registrar casos dessa natureza. Além disso, os centros de coleta de informações estão concentrados nas grandes cidades.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, para cada notificação de intoxicação por agrotóxico, 50 deixem de ser declaradas.
"As notificações ainda não são feitas como deveriam. Em muitos casos, o profissional [de saúde], quando atende uma pessoa intoxicada, não faz essa relação com o agrotóxico. Às vezes, nem pergunta se a pessoa trabalha com agrotóxico ou se ela está exposta a esse tipo de produto. Isso passa despercebido e não é feita a notificação", explica Rosany.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Frutíferas e Plantas Úteis na vida Amazônica, livro para download gratuito

Oyakaha é uma Ong que mantém um espaço para atividades e conservação na Amazônia. No site deles, além de boas informações, é possível baixar bons materiais. Veja abaixo dois excelentes itens disponibilizados:




Frutíferas e Plantas Úteis na vida Amazônica - 2005, 296 páginas, português, Patricia Shanley e Gabriel Medina
Este livro sobre plantas úteis da Amazônia é mesmo maravilhoso e muito útil. É facil para ler e dá muitos avisos práticos incluindo valores nutricionais, propriedades medicinais e outros usos de várias frutas e plantas. Este livro mostra como plantar e também dá indicações sobre os valores economicos das frutas e plantas. É permitido copiar este livro para fins educativos e não comerciais. Para baixar, CLIQUE AQUI.



APOSTILA DO EDUCADOR AGROFLORESTAL, 2003, 76 páginas, português, Fabiana Mongeli Peneieiro, Flavio Quental Rodrigues, Marinelson de Oliveira Brilhante, Thomas Ludewigs
Para baixar, CLIQUE AQUI.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tu Youyou, a modesta mulher que venceu a malária


Descoberta da artemisinina
Apesar dos constantes esforços para o desenvolvimento de uma vacina contra a malária, o melhor medicamento contra a doença continua sendo a artemisinina.
Este composto, derivado da planta medicinal chinesa Artemisia annua, ou Qinghaosu, tem um elemento curioso em sua história: até há pouco, ninguém sabia quem o havia descoberto.
Todas as referências citam que a artemisinina foi "descoberta na China nos anos 1970". Mas descoberta por quem?
Descobrir isto foi o trabalho de detetive a que se propôs Louis Miller, um pesquisador da malária do Instituto Nacional de Saúde nos Estados Unidos.
Ao participar de uma reunião em Shangai sobre a doença, ele se espantou ao descobrir que os próprios chineses também não sabiam a resposta.
Tu Youyou
Em tempos de Revolução Cultural, o grupo era mais importante do que o indivíduo, e divulgar nomes de cientistas nunca foi uma prioridade em um período em que as próprias publicações científicas chegaram a ser proibidas pela China.
Depois de revisar artigos, manuscritos e até atas de reuniões na época consideradas secretas, Miller chegou finalmente à resposta que procurava.
Tu Youyou, agora com 80 anos, descobriu a artemisinina em uma história digna de um roteiro de cinema. E ela encara toda a sua vida de trabalho e de pesquisas com um desprendimento difícil de encontrar fora dos scripts dos grandes heróis.
Há poucos dias, ela teve seu trabalho finalmente reconhecido ao receber o Prêmio Lasker, a principal comenda médica dos Estados Unidos.
Perguntada sobre o que ela achava da homenagem, Youyou respondeu: "Fiquei grata pelo prêmio. Mas eu me sinto mais recompensada quando vejo tantos pacientes curados."
A modesta mulher que descobriu a artemisinina e venceu a malária
Qinghao, ou Artemisia anua, a planta que produz o composto ativo artemisinina. [Imagem: Wikipedia/Jorge Ferreira]
Medicina tradicional e medicina moderna
Durante a Revolução Cultural, em 1967, Youyou foi retirada de sua casa, afastada da família e enviada para a região de maior incidência de malária na China graças ao seu currículo exemplar: ela era versada na ciência ocidental e na ciência tradicional chinesa.
Depois que mais de 240.000 compostos químicos já haviam sido testados no Ocidente, sem qualquer efeito contra a malária, era necessário alguém que pudesse escarafunchar a extensa biblioteca medicinal da China tradicional, sem repetir o trabalho já feito no Ocidente.
Ao retornar para casa, depois de cumprida sua tarefa, a filha de Youyou, deixada com quatro anos de idade, não a reconheceu e perguntou quem era aquela mulher estranha que se achava dona da casa.
Mas os anos de trabalho de Youyou não foram em vão.
Ela descobriu uma receita tradicional baseada em uma planta, a Artemisia annua, indicada para febres intermitentes - uma marca registrada da malária.
Youyou encontrou a receita em um livro escrita 1.600 anos atrás, mas teve antes que descobrir como retirar o composto ativo da planta, que se perde na preparação dos tradicionais chás, o que ela fez usando um solvente à base de éter, que ferve a 35 °C.
Responsabilidade
Depois de obter resultados excepcionais em animais, faltava testar o composto em humanos, tanto para aferir sua eficácia quanto sua segurança, ou atoxicidade.
Youyou testou a droga nela mesma: "Como chefe do grupo de pesquisas, eu tinha essa responsabilidade," contou ela, após receber o prêmio nos EUA.
Seu trabalho, sem a citação de seu nome, só foi publicado em 1977, quando o medicamento já estava sendo usado para salvar vidas no mundo todo.
Se ela sentiu falta do reconhecimento pelo seu trabalho? Ela mesma responde.
"O que eu fiz foi o que eu deveria ter feito como uma compensação pela educação que recebi de meu país," afirmou Youyou. "É responsabilidade dos cientistas continuarem buscando o bem-estar de todos os humanos."
De forma bastante inspiradora, o nome de Youyou poderia ser traduzido, do inglês, como Você-Você - uma lição em tempos de vaidades e muitos Eu-Eu.
A descoberta da artemisinina continua a ser um ponto de orgulho para a China, e muitos pesquisadores argumentam que essa descoberta mostra a importância de se pesquisar aservas medicinais tradicionais em busca de outras "pedras preciosas".

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ecoeficiência de sacolas depende do comportamento do consumidor

Em tempos de ecoeficiência, há quem acredite que as sacolas retornáveis são a melhor opção na hora de fazer compras.
Mas, de acordo com um estudo inédito, realizado pela Fundação Espaço ECO e Instituto Akatu, não é tão simples assim dizer que as sacolas retornáveis são melhores para o meio ambiente.
O estudo concluiu que a a ecoeficiência de cada tipo de sacola depende do hábito do consumidor.
Ciclo de vida das sacolas plásticas
Os pesquisadores analisaram o chamado "ciclo de vida" de oito opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro.
Isso incluiu sacolas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis (papel, ráfia, tecido e TNT - tecido não-tecido).
Todas foram avaliadas para um período de um ano.
Foram considerados vários cenários, envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado e de descarte do lixo, matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada uma, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não para reciclagem.
"Percebemos que cada material tem um desempenho mais adequado dependendo da função e da maneira como é empregado", explica o gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço ECO, Emiliano Graziano.
Vantagens e desvantagens de cada tipo de sacola
Segundo o pesquisador, a relação entre o número de idas do consumidor ao supermercado, o número de vezes que ele dispõe seu lixo em sacolas plásticas e o tamanho de sua compra definem quais sacolas são mais eficientes do ponto de vista da preservação ambiental.
Segundo os pesquisadores, as sacolas descartáveis são vantajosas em um cenário considerado de poucas compras (até duas idas ao supermercado por semana).
Já em situações de mais compras (mais de três visitas semanais ao supermercado), as sacolas descartáveis só seriam vantajosas se usadas no descarte de lixo ao menos três vezes por semana.
As sacolas de papel não se mostraram vantajosas em relação às demais em nenhum tipo de cenário. O motivo é a baixa capacidade de carga, reúso e reciclagem.
"O papel, por ter ficado como alternativa mais impactante no caso base do estudo, não significa que será sempre pior nas situações em que pode ser substituído pelo plástico. Ou seja, o desempenho da sacola de papel, como também ocorre nas outras alternativas, está diretamente ligada ao seu eco design (forma, estrutura, quantidade de matéria-prima empregada) e à sua condição de uso e durabilidade," esclarece Graziano.
A sacola oxidegradável também não apresentou desempenho ambiental melhor do que a sacola descartável tradicional.
Polêmicas
O resultado é contrário ao que tem sido apregoado pela mídia, mas é coerente com outras pesquisas:
Este estudo, foi financiado pela Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, portanto, com interesses na questão.
Outra crítica é que o trabalho não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas.
Ou seja, perdeu-se uma boa oportunidade para um parecer científico sobre o assunto.
Hoje a população recebe como informação apenas boatos e mitos: é possível encontrar na imprensa estimativas de degradação das sacolas plásticas que variam de 50 a 1.000 anos, sem a citação de nenhum estudo científico para embasar as afirmações.
Com informações da UFBA

sábado, 26 de novembro de 2011

Seminário sobre Agroecologia será transmitido ao vivo pela internet



Os interessados que não puderem comparecer à Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS), durante o XI Seminário Internacional e XII Estadual sobre Agroecologia, poderão assistir ao vivo pela Internet, no site do Seminário, acessado através da página daEmater/RS-Ascar - www.emater.tche.br. A transmissão será realizada enquanto transcorrer a programação dos seminários, de 28 a 30 de novembro de 2011. No mesmo endereço eletrônico podem ser efetuadas, sem custo, as inscrições para os eventos.

Este ano os Seminários trarão como tema central Outro Olhar Para o Desenvolvimento, propondo uma reflexão sobre os limites do modelo atual e as possibilidades de se construir novas relações, baseadas nos princípios da Agroecologia. Através de painéis e palestras, com a participação de acadêmicos, pesquisadores e produtores, os seminários promoverão uma reflexão sobre a necessidade de se alterar o modelo agrícola hegemônico para outro mais harmonioso e sustentável.

Desta forma, serão debatidos os princípios da Agroecologia e seu papel como alternativa de manejo dos agroecossistemas. "Este é um campo de conhecimento que articula o saber empírico dos agricultores e o acadêmico, e que propõe um conjunto de princípios, métodos e ferramentas para apoiar a construção de processos de desenvolvimento rural sustentável, entendido nas suas múltiplas dimensões", explica o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus.

O evento é realizado pela Emater/RS-AscarSecretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Rio Grande do Sul(SDR), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro),Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Embrapa, Assembleia Legislativa e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 

Nesta edição, a palestra de encerramento, no dia 30, ficará a cargo do professor da universidade espanhola de Jaen, Francisco Garrido Pena, com o tema Outro Olhar Eticamente Necessário.

FONTE: Emater/RS-Ascar 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Almanaque para práticas sustentáveis, cartilha para download



Almanaque para práticas sustentáveis, de Thomas Enlazador. A publicação de 23 p. traz dicas e recomendações para a adoção de práticas sustentáveis em diversos aspectos de nossa vida cotidiana, incluindo sugestões de livros e filmes sobre o tema.


Para baixar, CLIQUE AQUI.


via http://www.cartilhasecia.com.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Hidroponia: saiba como montar uma horta em sua casa ou apartamento

O produtor Feliciano Ribeiro mostra como montar um sistema de produção de hortaliças e ervas aromáticas usando a hidrocultura, na sua casa ou no seu apartamento. 19/10/11 -Revista Globo Rural - 3:49


Revista Globo Rural
revistagloborural.globo.com
via http://www.agrosoft.org.br

domingo, 13 de novembro de 2011

Ilha neozelandesa será 100% sustentável em 2012



 Shutterstock
Painéis solares serão instalados na Ilha de Tokelau para gerar 93% da energia consumida pelos moradores


Moradores da Ilha de Tokelau utilizarão energia solar e óleo de coco para atender a demanda de energia

Formada por três atóis e com aproximadamente 1,5 mil moradores, a Ilha de Tokelau, na Nova Zelândia, passará a ser totalmente sustentável a partir da segunda metade do ano que vem. Os moradores contarão com painéis fotovoltáicos para captar a energia solar e também terão um gerador que usará óleo vegetal de coco para funcionar e gerar energia. As informações foram divulgadas pela NewScientists.

Segundo Foua Toloa, líder das Ilhas Tokelau, 93% da energia gerada será solar e 7% virá do óleo do coco. Christopher Dey, da Universidade de Sidney, na Austrália, conta que cada atol terá um painel fotovoltáico de 200 metros quadrados e o óleo será utilizado em um gerador, nos períodos de maior demanda energética da ilha.

Pelos cálculos do engenheiro Dey, serão necessários 20 a 30 litros de óleo de coco por dia, o que equivaleria a 200 cocos. Este dado foi obtido pela Empower Consultoria, da Nova Zelândia, depois de um estudo que comprovou asustentabilidade do sistema, já que os frutos são abundantes em Tokelau.

Foua Toloa diz que a energia limpa será usada, principalmente para abastecer as residências e recarregar as próprias baterias do conjunto solar. O líder diz que a comunidade já está estudando alternativas para substituir o combustível usado nos automóveis da ilha e o óleo de cozinha. Atualmente, querosene, gasolina e gás natural usados em Tokelau são comprados em Sidney,ou
em Wellington, capital da Nova Zelândia.
Ilhas-modelo
A iniciativa dos moradores da ilha não é inédita. Há quatro anos, a Ilha de Samso, na Dinamarca, instalou usinas eólicas com quatro mil turbinas no Mar do Norte, que produzem 100 milhões de quilowatts por ano. Também foram instalados painéis solares e geradores movidos a biocombustíveis na ilha. Como a produção é maior que a demanda local, o excedente de energia é exportado para a Dinamarca continental. Existem aproximadamente 5 mil moradores em Samso.

Já na costa espanhola está a El Hierro, ilha das Canárias, que passará a ser 100% sustentável até dezembro deste ano. Com um investimento de US$ 87 milhões, a ilha terá um parque eólico, uma usina hidrelétrica e painéis fotovoltáicos para atender a demanda de energia de 11 mil moradores.
Fonte: http://revistagloborural.globo.com

sábado, 12 de novembro de 2011

Lançada primeira plataforma de ativismo digital com foco no meio ambiente

Baseada na tecnologia da plataformaUshahidi, de software livre, utilizada para o mapeamento de situações de perigo, em emergências ou calamidades (usada pelaCruz Vermelha no terremoto do Haiti, por exemplo), foi lançado no início do mês de novembro de 2011 o site Revela, primeira plataforma de ativismo digital do país. que permite a inclusão de informações simultâneas, e em tempo real, por qualquer pessoa que disponha naquele momento, de um telefone ou computador.
A intenção da Revela é construir, de forma colaborativa, um mapa georreferenciado que alerte para informações sobre desmatamento, queimadas, contaminações de rios, de solo e ameaças às espécies em extinção, para citar alguns exemplos.

A iniciativa partiu de um grupo de comunicadores e artistas e ganhou o apoio das ONGs Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola(Imaflora) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia(Imazon), bem como de David Kobia, o desenvolvedor da Ushahidi, listado pela revista Technology Review, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), como uma das 35 pessoas mais inovadoras do mundo. 

O lançamento da plataforma foi acompanhado de três filmes, que estarão nas redes sociais, na web e na MTV, para explicar como funciona e mobilizar o público jovem. Tais filmes podem ser acessados por meio do link vimeo.com/30072405.

"Queremos tocar principalmente o público jovem, muito sensível às causas socioambientais, mas que tem poucos canais para exercer seu ativismo e colocar suas propostas", diz uma das idealizadoras da plataforma, Maria Zulmira de Souza, jornalista especializada na área e conselheira de sustentabilidade em empresas privadas e ONGs. "O que estamos propondo é que as pessoas usem a tecnologia para participar da construção da informação e, dessa forma, fortalecer a cidadania e a democracia", explica Luís Fernando Guedes Pinto, gerente de certificação do Imaflora e articulador institucional da iniciativa.

O georreferenciamento da Revela será feito pelo Imazon: "A plataformaRevela vem para integrar o conhecimento de campo, que será enviado pelas pessoas, com as informações extraídas de dados de satélite. Dessa forma vamos poder entender melhor as pressões ambientais e as soluções que estão sendo aplicadas para resolver os danos", explica Carlos Souza Jr., coordenador e pesquisador sênior do instituto.

Ser um colaborador digital é extremamente simples. Ao acessar owww.revela.org.br, encontra-se o mapa do Brasil, no qual se pode postar informações de texto, fotos ou vídeos, por SMS, diretamente no site ou por aplicativos. A Revela poderá ser acompanhada por meio de mídias móveis, TwitterFacebook e outras redes sociais. As informações serão filtradas e identificadas por "verificadas" e "não verificadas". Em seguida, serão dispostas em forma de gráficos e poderão ser localizadas no site por temas ou localizações geográficas.

FONTE: Instituto Ethos
via http://www.agrosoft.org.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lançado DVD que dá as dicas para cultivar uma horta de temperos em apartamentos


Com técnicas simples e linguagem didática, vídeo incentiva o primeiro passo dos moradores dos centros urbanos em busca de uma vida mais verde.
A ecologia urbana é o grande desafio deste século, pois cerca de 80% da população brasileira vive nas grandes cidades, onde o meio ambiente está cada vez mais negligenciado. Com a intenção de reestabelecer a integração entre os habitantes e a natureza nasce o projeto ‘Dedo Verde Urbano’.
Formatada para estimular a cultura ambiental, a primeira fase da iniciativa terá o lançamento de um DVD que ensina o passo a passo de todas as etapas do cultivo de uma horta de temperos em apartamentos.
A intenção é sensibilizar o cidadão comum, que acredita que para viver nos grandes centros é necessário divorciar-se da natureza e não enxerga no cotidiano o prejuízo que suas atitudes trazem para si próprio. “Mostramos para esse cidadão desacreditado que mesmo em áreas pequenas, em um apartamento, por exemplo, é possível ter uma pequena horta de temperos. Mas que é preciso ter dedicação e técnica para obter sucesso”, explica Hélio Lemos, idealizador do Projeto Dedo Verde Urbano.
Para participar basta ter boa vontade para aplicar as técnicas ensinadas no vídeo e desenvolvidas pela equipe de consultores: Marcelo Noronha, engenheiro agrônomo, especialista em hortas urbanas; Silvia Jeha, nutricionista e herborista, e Sabrina Jeha, geógrafa e herborista, criadoras do Sabor da Fazenda, viveiro de mudas e plantas. O resultado, além da parceria com a natureza e a contribuição para uma cidade mais harmonizada, está no prazer de poder tirar, na hora e direto do pé, os temperos para incrementar as receitas caseiras.
Ambicioso, o objetivo final do projeto multimídia é promover, em longo prazo, a alfabetização ecológica da população. Segundo Lemos, a crise urbana é cada vez mais intensa e só poderá ser enfrentada com sucesso dentro de uma concepção que vise a integração da cidade ao ambiente natural e não o divórcio.
“Sabemos reconhecer a marca de todos os carros que estão estacionados na nossa rua, mas não sabemos nomear a árvore que temos na porta do nosso prédio e que nos dá sombra o ano inteiro”, afirma Lemos, que também atua como produtor, roteirista e diretor do projeto que visa humanizar as capitais do País.
Para um futuro próximo, estão propostas ações complementares para esverdear as grandes cidades brasileiras, como: o “Censo Vegetal”, que convidará cada um dos habitantes a mapear as áreas verdes próximas de suas residências para levantar a situação da cobertura verde das 10 maiores cidades do País, ação em conjunto com o Portal www.dedoverdeurbano.com.br; o desenvolvimento de um site, um blog e conteúdo para redes sociais em sintonia com os ideais do projeto; e a produção de uma série de TV sobre pessoas que desenvolveram o Dedo Verde Urbano e como suas ações transformam, não só suas vidas, mas o ambiente ao redor.
“O contato com o verde, com a natureza amplia a sua percepção da vida”, afirma Lemos, ressaltando que através do ato de cuidar de um simples vaso de planta, o ser humano pode redescobrir sua essência.  “Acredito que o projeto Dedo Verde Urbano será um importante agente catalisador na transformação de nossas grandes cidades em locais melhores para se viver”, conclui Lemos.
O DVD do projeto ‘Dedo Verde Urbano’ será comercializado na internet (site e loja no Facebook), em casas especializadas em produtos naturais, livrarias e bancas de jornais.
Para o lançamento haverá um coquetel para a imprensa, ao ar livre, no Sabor da Fazenda, viveiro de mudas e plantas, na capital Paulista no dia 05/11/2011, das 10h ás 14h.

Sobre o Hélio Lemos
Criador, roteirista e diretor do projeto DEDO VERDE URBANO, Hélio é jornalista formado pela UFRJ, com pós-graduação em Cinema pela London International Film School, roteirista e autor teatral com dois prêmios de Dramaturgia, editor de som de longas-metragens nacionais, tendo trabalhado com os diretores Daniel Filho, Carlos Manga, Cacá Diegues, Bruno Barreto, entre outros.
Criador do conceito de Sinfonia Audiovisual, aperfeiçoado ao longo de mais de 20 anos em documentários jornalísticos sobre Meio Ambiente e Ecologia feitos para TVs Européias, principalmente para a RAI na Itália.
Roteirista, Diretor e Editor do documentário “SOWING THE FUTURE” feito para as Nações Unidas, sobre Meio Ambiente e Ecologia na América Latina.
Atualmente, dirige a produtora Quadro a Quadro.
( Fonte:Ralcoh Comunicação -Gisele Araujo)
via http://jornalvidaenatureza.com.br/

domingo, 6 de novembro de 2011

O café mais raro e caro do mundo



O café mais caro do mundo, conhecido como Kopi Luwak, é comercializado a mais de 250 euros por kilograma.

O seu nome “Kopi Luwak” vem da palavra bahasa (indonésia) para “café” e de “luwak”, um pequeno primata asiático que seleciona com os seus critérios, os grãos de café que lhe são apresentados, para os comer. Os preparadores recolhem depois das fezes do “Luwak” cada grão de café, lavam-nos cuidadosamente e produzem assim aquele que os especialistas consideram o melhor café do mundo. Os grãos conhecem uma pequena fermentação natural no estômago dos “Luwak”, o que lhes confere um sabor levemente achocolatado.

Embora altamente valioso, não é possível produzir mais do 100 Kg de “Kopi Luwak” por mês.
Fonte: Buy Kopi Luwak
_____________

sábado, 5 de novembro de 2011

Estudo comprova propriedades funcionais de frutas do Cerrado



Gabiroba, guapeva e murici são frutas comumente saboreadas no Cerrado brasileiro, mais precisamente na região Centro-Oeste. Apesar da crença popular de que teriam efeitos positivos na saúde humana, nunca foi descrito na literatura o potencial anti-inflamatório e antioxidante dessas espécies. Um estudo pioneiro associando ciência de alimentos e saúde apresenta resultados positivos em relação ao potencial biológico destas frutas. 
Diante da comprovação, se utilizadas nas indústrias farmacêutica, alimentícia e cosmética, as frutas devem contribuir no combate ao desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, tais como câncer e diabetes. "As frutas podem ser usadas tanto na forma in natura ou como ingredientes funcionais nessas indústrias", ressalta Luciana Malta, autora da tese.

Essas pequenas, mas poderosas, frutas devastadas durante o processo mecanizado de "limpeza" e adubo da terra no Cerrado poderiam mudar a história de muitas pessoas na luta contra o câncer e outras doenças. Comparadas a outras drogas já conhecidas no mercado, as frutas apresentaram alto potencial, segundo Luciana, podendo ser usadas no enriquecimento de produtos comestíveis pela indústria alimentícia. "Além disso, seus compostos ativos poderiam ser retirados e encapsulados pela indústria farmacêutica, já que não observamos nenhum nível toxicológico ao testar os extratos em animais", enfatiza.

Ao aplicar os extratos das frutas em diferentes células cancerígenas humanas, obtidas no banco de células do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), Luciana também observou um alto potencial anticâncer. "As plantas impediram o crescimento celular", reafirma. Esse resultado motivou o desenvolvimento de pesquisas com pacientes com câncer do Hospital de Clínicas da Unicamp, em um projeto de pós-doutorado também orientado por Gláucia Pastore. Por não terem sido tóxicas aos animais utilizados na pesquisa e fazerem parte da alimentação da população da região do Cerrado, as frutas podem ser testadas em seres humanos com segurança, se consumidas na dose certa, segundo Luciana.

As espécies também demonstraram potencial superior quando comparadas com frutas estudadas nos Estados Unidos, onde Luciana realizou doutorado-sanduíche pela Universidade de Cornell, sob coorientação do professor Rui Hai Liu. "Algumas atividades mostraram que as espécies analisadas são cem vezes mais potentes que outras tidas como frutas de alta atividade", acrescenta Luciana. De acordo com a pesquisadora, o extrato da casca de guapeva demonstrou alto potencial nos testes in vivo, enquanto a gabiroba foi eficiente em avaliações in vitro.

A parte da pesquisa realizada nos Estados Unidos é inédita, segundo Luciana, e permite que os resultados de experimentos com células sejam obtidos em 24 horas, utilizando uma quantidade mínima de extrato de frutas. "Não é considerada uma análise in vivo, mas ofereceu os mesmos resultados das análises realizadas em animais. Então por que utilizar tanto animal e extrato, se com as células consigo o mesmo resultado?" O método utilizado nos Estados Unidos foi trazido por ela ao Brasil para testar frutas e vegetais brasileiros.

Diante dos resultados, Luciana acentua que a pesquisa não pode ser engavetada, mas sim abrir caminho para que outros testes sejam realizados e os resultados aprimorados até chegarem à fase de produto disponível para a população. Um dos próximos passos é definir a quantidade ideal a ser consumida. "Tudo tem um limite para ser consumido, senão o organismo pode sofrer também com o excesso de algumas propriedades contidas nos alimentos. Então, é preciso avançar na pesquisa", esclarece.

DEVASTAÇÃO

Assim como gabirobas e guapevas, outros vegetais podem estar em processo de extinção no Cerrado, devido ao processo acelerado de ocupação agrícola e à exploração extrativista e predatória. As baixas são significativas nas safras dos produtos e há dados de que cerca de 40% do bioma já tenha sido desmatado. A grande chamada do trabalho, na opinião de Luciana, é para a biodiversidade brasileira. "Estamos perdendo esses vegetais e a cura de muitas doenças pode estar nessa biodiversidade", enfatiza Luciana.

Ela informa que nos últimos 35 anos, mais de metade da extensão original do Cerrado foi substituída por plantações de soja e por pastos para a criação de gado de corte. De acordo com um relatório técnico da Conservação Internacional -- Brasil, os desmatamentos anuais na região chegam a 1,1%, representando uma perda de 2,2 milhões de hectares ao ano. "Se esse ritmo for mantido, o bioma será eliminado por volta do ano 2030", adverte.

Ela acredita que os cientistas também precisam chamar atenção para a devastação do bioma do Cerrado. "Para o Centro-Oeste, principalmente para fazendeiros, vale mais a pena devastar a vegetação e fazer um pasto que manter as frutas. O próximo passo é fazer com que a população se conscientize da importância da manutenção deste bioma. Agora temos dados científicos para chamar atenção tanto da população como também do próprio governo do Centro-Oeste".

Luciana acrescenta que o bioma Cerrado possui uma diversidade grande de frutos importantes na sustentabilidade da região. Com esta enorme biodiversidade criou-se uma tradição de uso de espécies alimentícias, medicinais, madeireiras, tintoriais e ornamentais. As frutas nativas são comercializadas e consumidas in natura ou beneficiadas por indústrias caseiras na forma de sucos, geleias, sorvetes e licores. "O Brasil precisa conhecer melhor sua biodiversidade. Muitos dos frutos do país ainda são desconhecidos ou pouco utilizados", pondera.

FONTE: Universidade Estadual de Campinas
Jornal da Unicamp
via http://www.agrosoft.org.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

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