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terça-feira, 19 de setembro de 2017
domingo, 3 de julho de 2016
CONHEÇA 25 FORMAS DE ECONOMIZAR E REUTILIZAR ÁGUA
Para além de fechar a torneira e reduzir o tempo do seu banho. Vamos compartilhar aqui técnicas para reutilizar água, e dicas para economizar com pequenas reformas ou, se está construindo sua casa ou pegando as chaves do novo apartamento, que faça compras conscientes que irão ajudar o meio ambiente e o seu bolso.
CONSTRUINDO SUA CASA, UM APARTAMENTO NOVO OU NA REFORMA
As possibilidades de economia e reutilização de água são maiores quando você está construindo ou reformando e, no caso de um apartamento, comprando louças, chuveiros e torneiras.
1. Tenha solo permeável, com grama e plantas, ao invés de cobrir seu quintal com cerâmicas.
Isto reduz a carga de água que será escoada para o sistema pluvial da sua rua (diminuindo alagamentos) e, sem cerâmicas, a reflexão de calor diminui, pois será absorvida melhor pela grama, e sua casa ficará mais fresca, diminuindo a necessidade de ventiladores e climatizadores (logo, economiza a água das hidrelétricas e seu dinheiro).
2. No seu jardim e quintal, busque ter plantas que se adaptem ao clima da sua região, assim como plantas nativas e tipos de grama que conseguem se desenvolver com chuva somente.
Economiza-se água e até mesmo a manutenção ou renovação de plantas. Uma árvore, se houver espaço, será bem vinda para os dias de calor.
3. Compre torneiras de baixo fluxo e com aeradores (aquelas peneirinhas), pois elas mantém a sensação de “muita água” utilizando muito menos.
4. Opte por chuveiros de baixo fluxo. Assim economiza na vasão de água e, pela água quente de um chuveiro elétrico, na conta de energia elétrica.
5. Escolha vasos sanitários com descargas de dois fluxos, assim pode-se usar a quantidade adequada para cada situação.
O próximo tópico falará de soluções que para quem está em obras, principalmente na construção ou uma reforma hidráulica, é o momento propício para incorporá-las, pois poderá dar um acabamento melhor e economizar futuramente (no caso de construir e depois querer mudar algo neste sentido, pois haverá quebra de paredes, sujeira, etc.)
Aqui no Properati você pode encontrar casas e apartamentos já com soluções de coleta de água, comoimóveis com cisternas, por exemplo.
SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA REAPROVEITAMENTO DE ÁGUA
Muito se ouve falar sobre aproveitar a água das chuvas e agora, com o agravamento da crise, se começa a escutar mais sobre reutilizar a água de máquina de lavar, chuveiro, etc. Muitas delas são “engenhocas” antigas que nasceram da mente criativa de pessoas comuns e agora, no aperto e já na quase emergência, se popularizam.
6. Reaproveite a água da máquina de lavar roupas e chuveiro. Estes são os maiores desperdiçadores de água. Se reaproveitá-las, evitará desperdiçar algo entre 40% e 50%.
A água poupada poderá ser utilizada onde não se necessita utilizar água potável, como lavar a calçada ou dar descarga. Racionalizar o uso da água potável é, praticamente, um ato de solidariedade, pois alguém poderia estar utilizando para beber ou cozinhar (hoje ou no futuro).
7. Aproveite a água da chuva para lavar o carro, para lavar roupas, limpar pisos internos da casa, regar plantas, etc. É uma água limpa antes de passar pelo telhado ou calhas – por isto mantenha as calhas sempre livre de folhas e terra.
A imagem abaixo é do site Sempre Sustentável e mostra o esquema de como implantar um sistema de aproveitamento da água da chuva. Neste site encontramos um material rico para você entender tudo sobre o tema. Vale a pena a leitura.
Abaixo, uma matéria sobre o tema com exemplos urbanos e rurais para aproveitar a água da chuva e outras águas.
FIQUE DE OLHO NAS PAREDES E TORNEIRAS
As infiltrações além de serem o princípio de uma pequena dor de cabeça pela urgência da reforma, é o indício de que você está desperdiçando água. Por isto fique atento a estes sinais “úmidos” que seu lar lhe dará para que repare algumas coisas.
8. Repare o encanamento imediatamente quando perceber que existe alguma infiltração. Além de impedir que se agrave e prejudique a estrutura da casa, vai economizar muita água. Um buraquinho de 2mm pode desperdiçar 96 mil litros de água em um mês! É água limpa e dinheiro jogado fora.
9. Torneiras que pingam demais podem estar com problema de vedação. É uma coisa simples de resolver e economiza muito.
10. Torneiras vazando demais que chegam a criar uma poça d’agua sobre a pia. Cuidado! De gota em gota ela pode estar desperdiçando 95 litros por dia.
MUDE ALGUNS HÁBITOS DE CONSUMO E DESCARTE
Existe a água que vemos e a que não vemos quando consumimos. Pois bem, quase tudo o que consumimos tem água envolvida direta ou indiretamente na sua produção. Logo, algumas mudanças de hábito podem economizar milhares de litros diários e tudo isto sem muito esforço (o que lhe ajuda a economizar e muito, pode acreditar).
11. Comprar menos coisas é uma forma de economizar água, pois, como falamos, tudo leva água na produção. De um celular a uma calça jeans, milhares de litros estão envolvidos para sua fabricação.
12. Cervejinha controlada, pois para 1 litro de cerveja são necessários 5,5 litros de água.
13. Menos carne no prato, principalmente a bovina, ajuda e muito a economizar água. Um simples hambúrguer pode gastar quase 2.400 litros de água para sua produção. Além disto, a área que é desmatada (o que infelizmente é comum no Brasil) para a pecuária é muito superior ao da agricultura em relação à produção de um quilo de alimento e isto afeta o ciclo das águas do nosso país e planeta.
14. Recicle mais e mais, pois plásticos, vidros e metais são recicláveis e, reciclando, se demanda menor produção de novos itens que vão consumir mais água ainda.
15. Óleo de cozinha polui demais os rios, por isto armazene ele em uma garrafa PET e envie para uma cooperativa que o recicle. Isto ajuda também famílias carentes que usam este óleo para produzir sabão, por exemplo, e gerar mais renda nas cooperativas de reciclagem.
Voltando à poluição, um litro de óleo jogado no ralo da pia polui 25.000 litros de água. Isto dificulta o tratamento dela, logo, ou o custo do tratamento aumenta (e você e eu pagaremos depois) ou ela não será tratada para consumo posterior.
HÁBITOS ROTINEIROS PRECISAM SER REPENSADOS
Agora é um pouco mais do que já escutamos desde o tempo de escola…
16. Tome banhos mais curtos e procure habituar-se a ensaboar-se de chuveiro desligado, será uma grande economia financeira e, agradecemos todos, de água.
17. Lave roupa menos vezes. Para isto, só lave quando a máquina de lavar estiver cheia. Para famílias menores, uma vez por semana já está de bom tamanho.
Além disto, observe se sua roupa está muito ou pouco suja. Uma roupa que só está com o suor do corpo, sem manchas pra tirar, não precisa ser lavada no modo completo da máquina de lavar, pois não fará diferença alguma (só no que vai desperdiçar e nas contas do próximo mês).
18. Lave separadas as roupas com manchas ou muito sujas de barro ou poeira. assim poderá acumular mais roupas pouco sujas e lavar no modo rápido, enquanto as menos sujas podem ser lavadas com menos água e com um ciclo pouco maior, não o completo da máquina. Uma dica é usar o modo rápido e desligar um pouco a máquina pra deixar mais tempo de molho, depois retornar ao modo rápido (antes que ela jogue a água fora) para que ela bata mais um pouco e solte a sujeira. Aí deixe tudo correr normalmente.
19. Torneira fechada na hora de escovar os dentes pelo simples motivo de que a água não é necessária neste momento.
20. Regue plantas com regador e se tiver um grande gramado em casa, instale um sistema de esguicho. Outra dica é: regue pela manhã cedo ou ao fim de tarde pois assim a água não evapora tão facilmente e sua planta ficará mais saudável, uma vez que aproveita tudo o que você usou nela.
21. Faça xixi no banho e não precisa ter nojo disto, pois 95% da urina é água (lembre-se de que vai usar esta água para o vaso sanitário depois e, ela receberá cloro para tratá-la um pouco).
22. “Varrer” com água não é legal. Por isto use somente a vassoura e, se estiver realmente suja de areia ou barro, use um balde ou, no último caso, uma mangueira com ajuste de pressão (que fazem aquele esguicho mais forte). Mas o ideal é aguardar uma chuva para que ela solte o barro e, com balde e vassoura, termine de limpá-la.
23. Lave a louça de torneira fechada. Aqui a ideia é a mesma do banho e da escovação de dentes, ao ensaboar você não utiliza a água, logo, é puro desperdício deixá-la escorrer sem uso. Ensaboe tudo e só depois enxágue, de uma só vez.
24. Não lave o carro com muita frequência e quando o fizer opte por um balde grande para ensaboar e outro para enxaguar.
E TALVEZ A DICA MAIS IMPORTANTE DE TODAS
25. Visite uma nascente de rio, principalmente a que abastece sua região ou cidade. Isto lhe aproxima deste que é nosso maior bem na Terra, o que possibilita que todos estejamos aqui compartilhando este planeta. Conhecer o rio ou lago que lhe mata a sede, que lhe ajuda a cozinhar e a se manter limpo é um grande passo para criar mais empatia com a nossa água.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
CONHEÇA PLANTAS QUE UMIDIFICAM, FILTRAM E OXIGENAM AMBIENTE INTERNO
1. Umidificar
2. Filtrar
3. Oxigenar
FONTE: eCycle
terça-feira, 10 de setembro de 2013
20 hábitos para ser mais sustentável
Rosana Jatobá
A jornalista Rosana Jatobá sempre foi ligada às questões ambientais. “Já nasci uma Jatobá, não poderia ser diferente”, brinca. Mas foi depois te ter seus filhos, os gêmeos Lara e Benjamin, hoje com dois anos e sete meses, que a preocupação com o futuro do planeta e a necessidade de se conectar ainda mais com a natureza cresceu. Mestre em Gestão e Tecnologias Ambientais pela Universidade de São Paulo (USP), com diversos programas e um livro publicado sobre sustentabilidade , consumo consciente, biodiversidade e engajamento social, ela decidiu há pouco mais de cinco meses reunir todo seu conhecimento e conteúdo em um único lugar, o site Universo Jatobá, novo parceiro do iG .
É lá que, diariamente, ela ensina e estimula as pessoas a ter uma vida mais saudável e consciente.Confira abaixo algumas dicas para começar agora a implementar a sustentabilidade, de forma simples e prazerosa, no dia a dia .
Mais:
1- Invista em sucos verdes no café da manhã
“Sucos industrializados têm menos nutrientes e aumentam a produção de lixo não-orgânico. Prefira fazer seus próprios sucos misturando verduras, frutas e legumes orgânicos. Adoce com mel ou melaço.”
2- Troque os pães por raízes
“Reduzir o consumo de pães ajuda a emagrecer e a não reter líquidos. Troque por raízes como cará, inhame e batata-doce, que têm mais fibras.”
3- Dê preferência a alimentos orgânicos
“Além de oferecer à sua família alimentos mais saudáveis, livres de agrotóxicos, você ainda estará estimulando o manejo adequado da terra e beneficiando os pequenos produtores.”
4- Reaproveite cascas e bagaços em molhos e massas
Mais:
5- Separe o lixo reciclável do orgânico e faça o encaminhamento correto desses resíduos em ecopontos
“Atualmente, apenas 1,5% do lixo brasileiro é reciclado. Se colocarmos o material separado no lixo comum não adiantará nada.”
Dê destino certo ao óleo usado
6- Não jogue óleo de cozinha pelo encanamento
“Um litro de óleo pode contaminar 10 mil litros de água. Agora, imagine os gastos e os produtos que serão necessários para tornar essa água novamente potável.”
7- Não leve crianças ao supermercado
“Isso evita chantagens para comprar alimentos industrializados e com poucos nutrientes. Faça escolhas saudáveis para sua família e desperte o interesse de seus filhos por esses alimentos.”
“Esses três ingredientes servem para limpar tudo, de peças de prata ao fogão, como nos mostram as receitas da vovó. Produtos químicos, além de caros, envolvem poluição do meio-ambiente e aumento do material de descarte.”
9- Tire os eletrodomésticos da tomada quando não estiver usando
“Isso reduz em até 30% o consumo de energia elétrica na casa”
10- Feche a torneira na hora de escovar os dentes ou fazer a barba
11- Reduza o tempo no banho
“Há pesquisas que garantem que atitudes como essas significam economia de até R$ 600 por ano em uma casa com quatro pessoas”, afirma Rosana
12- Invista em painéis solares para gerar energia para a casa
“E você ainda pode repassar o excesso ao governo e conseguir desconto na conta mensal”
13- Pinte a casa com cores claras, que reflitam o sol
14- Aposte em telhados verdes
15- Tenha uma horta de temperos orgânicos para seu consumo diário
16- Recicle móveis, objetos e roupas
“Mudar o visual ou a forma de uso de uma peça é preferível a descartar e comprar outra nova. Se não quiser mais, busque locais que promovem o escambo ou o consumo colaborativo.”
17- Espalhe plantas pela casa
“Além de ficar lindo, elas ajudam a aspirar a poluição do ar.”
18- Tente deixar o carro em casa mais vezes. Dê preferência à bicicleta
19- Troque o passeio pelo shopping, por uma ida ao parque
“Isso aumenta o contato com a natureza e reduz o consumo exagerado estimulado pelas vitrines”
20- Faça compras mais criteriosas e comedidas
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Como fazer horta em apartamento: Assista ao video
Mesmo com a falta de espaço é possível fazer uma horta no apartamento com produção certa e suficiente para uma família. Assista a reportagem da TV Universidade de Lavras da Universidade Federal de Lavras (UFLA).
FONTE
TV Universidade de Lavras
via Jornal Agrosoft
FONTE
TV Universidade de Lavras
via Jornal Agrosoft
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Compostagem orgânica doméstica é mais fácil do que parece
Ligia Nicacio Santos, educadora ambiental, conduziu a oficina Minhocário Doméstico, no Planeta no Parque 2013, evento do Planeta Sustentável
Com a mensagem inspiradora de que sustentabilidade começa em casa, o Planeta no Parque, evento do Planeta Sustentável realizado hoje (25) no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, teve início com a oficinaMinhocário Doméstico. Foi ministrada pela Morada da Floresta e levantou pontos importantes para a discussão sobre o meio ambiente, como a reciclagem de materiais orgânicos com o processo de compostagem.
Muitos ainda têm dúvidas e não sabem como colaborar na redução de lixo orgânico. A palestrante Ligia Nicacio Santos, educadora ambiental, mostrou como a compostagem orgânica doméstica pode ser uma saída fácil, prática e muito educativa para esse problema, por diminuir o volume do lixo levado aos aterros sanitários e gerar uma fonte de renda para as famílias.
Com um público diversificado, a oficina explicou como implantar esse sistema em casa através de três possibilidades: leiras – deixa o lixo empilhado em um espaço grande e fechado –, alambrado – também é realizado em um quintal de grandre – e minhocário – feito em três caixas e minhocas californianas, pode ser implantado tanto em espaços grandes, quanto pequenos.
A compostagem com os minhocários podem causar má impressão a primeira vista –justamente por usar as minhocas californianas – mas a Morada da Floresta garante: o processo não leva insetos inconvenientes para sua residência; recicla seu lixo e ainda possibilita a propagação da educação ambiental entre familiares e amigos.
Para fazer é necessário apenas de três caixas, que variam de tamanho de acordo com o espaço destinado a elas, e do lixo produzido pela família. Na primeira caixa e segunda caixa são colocados terra; componentes orgânicos molhados; secos; minhocas californianas e, pronto! É só esperar as minhocas realizarem o resto do trabalho com a transformação do material em adubo – o qual é despejado na terceira caixa.
A fim de incentivar a ação, a família de Júlia, de oito anos, veio em peso ao evento para mostrar aos colegas que é possível, sim, montar um minhocário em casa. “Sempre que posso ajudo a minha mãe a separar os compostos secos – como os papéis que eu junto da escola – dos molhados, e depois colocamos nas caixas e esperamos o resultado”, explica.
Para seu pai, o jornalista Renato Krausz, a implantação do sistema de compostagem doméstica ajudou a reduzir o lixo produzido pela família e contribuiu diretamente na educação de suas duas filhas. Ele aponta que “conscientizar as crianças sobre a importância do meio ambiente é pensar no futuro, e colocar essas ações em prática é uma maneira delas aprenderem em casa”.
Saiba mais sobre como montar um minhocário em casa no site da Morada da Floresta.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Contra enchentes, britânicos projetam 'casa anfíbia' flutuante
Foto: BBC
Com 225 m², a casa ficará apoiada entre quatro postes verticais que manteriam a construção flutuante no lugar durante uma enchente
Autoridades britânicas autorizaram a construção daquela que seria a primeira "casa anfíbia" do país, projetada para ser imune a inundações. De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, a casa será apoiada em fundações fixas, mas, em caso de uma inundação, a construção inteira se erguerá e flutuará sobre a água.
A primeira casa deverá ser erguida em uma ilha na cidade de Marlow (condado de Buckinghamshire), a apenas 10 metros da margem do rio Tâmisa. Com 225 metros quadrados, ela substituirá um bangalô, construído no início do século 20 e em más condições de preservação.
A residência foi projetada pelo escritório de arquitetura Baca, com sede em Londres, especializado em construções resistentes a inundações. De acordo com os arquitetos, a casa ficará apoiada entre quatro postes verticais permanentes que manteriam a construção flutuante no lugar durante uma enchente. Estes postes, normalmente encontrados em marinas, foram integrados ao design da residência e serão visíveis do lado de fora.
Construída de madeira leve, a parte habitável da casa será altamente isolada e apoiada em uma cobertura de concreto, criando uma plataforma flutuante. O jardim, segundo os arquitetos, funcionará como um sistema de alerta, com plataformas posicionadas em diferentes níveis, projetadas para inundar gradualmente e, assim, chamar a atenção dos moradores antes que a água chegue a um nível ameaçador.
Foto: BBC
Construída com madeira leve, a parte habitável da casa será altamente isolada e apoiada em uma cobertura de concreto
A "casa anfíbia" foi projetada porque as leis urbanas da região onde a construção original está localizada não permitiriam que, ao ser reformada, ela ficasse muito alta. "Se ela fosse trocada por uma nova habitação, o piso teria de ser erguido para 1,5 metro acima do nível do chão", diz o diretor da Baca, Richard Coutts.
Custo maior
De acordo com Coutts, os custos de uma casa anfíbia são entre 20% e 25% maiores do que de uma casa convencional do mesmo tamanho. No entanto, segundo ele, o investimento é compensado pela economia feita com a redução dos gastos com seguros.
Embora se estime que a região sofra com apenas uma inundação a cada 20 anos, o nível do Tâmisa é motivo de temor por parte dos moradores. Em 2007, uma cheia do rio causou enormes prejuízos. "Uma cidade resistente precisa ser adaptável, e para ser adaptável, o ambiente construído (pelo homem) precisa inovar", afirma o diretor da Baca.
"O design anfíbio é uma das soluções que possibilita aos residentes viver com segurança e adaptar-se aos desafios das mudanças climáticas, e nós estamos muito ansiosos para construir o primeiro exemplo desta abordagem no Reino Unido."
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Almanaque para práticas sustentáveis, cartilha para download
Almanaque para práticas sustentáveis, de Thomas Enlazador. A publicação de 23 p. traz dicas e recomendações para a adoção de práticas sustentáveis em diversos aspectos de nossa vida cotidiana, incluindo sugestões de livros e filmes sobre o tema.
Para baixar, CLIQUE AQUI.
via http://www.cartilhasecia.com.br
domingo, 23 de outubro de 2011
Casas solares provam que são possíveis
As casas solares construídas por universitários no Parque National Mall, na capital norte-americana, são uma prova de que este país pode competir com outros em matéria de energias renováveis, gerar emprego e vencer a mudança climática, disse o secretário de Energia, Steven Chu.
As casas foram projetadas e construídas no contexto da competição bienal Solar Decathlon, patrocinada desde 2002 pelo Departamento de Energia (DOE), na qual universitários devem construir unidades acessíveis, eficientes em matéria energética e com uma atraente arquitetura. Participaram 400 estudantes em 20 equipes de diferentes países e 200 mil pessoas visitaram as casas em uma semana, disse o DOE.
Em uma das casas, a luz entra na cozinha através de um "muro vivo" de plantas e ervas em prateleiras. O protótipo foi feito pela equipe doMiddlebury College, do Estado de Vermont. Inspirada em fazendas da Nova Inglaterra, a casa tem janelas ao Sul, lavadora e secadora de carga frontal, terraço de carvalho branco de Vermont e móveis desenhados pelos estudantes, que trabalharam dois anos no projeto se reunindo uma vez por semana para criar, financiar e construir a casa.
"Encarna o espírito do que tentamos fazer em Middlebury", disse Alison Thompson, estudante de estudos ambientais da pequena faculdade de humanidades. "Sem engenheiros, conseguimos participar. Estamos emocionados de chegar até aqui", disse à IPS. A equipe, formada por estudantes de inglês e de ciências políticas aceitou a tarefa por obra da mãe de um deles e conseguiu o primeiro lugar no concurso de atrativo comercial.
O primeiro lugar na competição geral ficou com a Universidade de Maryland, enquanto Purdue e a Universidade de Victoria, do neozelandês Estado de Wellington, ficaram com segundo e terceiro lugares, respectivamente. A estatal Universidade de Apalaches, nas montanhas da Carolina do Norte, ganhou o "prêmio do público" por uma casa de campo solar. A estrutura tem um longo alpendre coberto e um desenho inspirado nos habitantes da escarpada região dos Apalaches.
Os críticos da energia solar e das alternativas renováveis só têm de olhar os protótipos construídos por universitários para se darem conta de que a inovação "está viva" nos Estados Unidos, disse o secretário do DOE. A energia solar cobrirá 20% do consumo até 2050, disse Chu. A China destina uma importante quantia de recursos para o setor, acrescentou. "Alguns dizem que os Estados Unidos não podem ganhar esta competição. Argumentam que não podemos investir em energia limpa. Eu digo que não podemos deixar de fazê-lo", ressaltou.
A falência da Solyndra, uma fábrica de células solares da Califórnia, com uma garantia de empréstimo federal de US$ 535 milhões, gerou em setembro de 2011 uma discussão sobre o futuro das energias alternativas nos Estados Unidos. Os críticos citam esse caso como argumento de que já passou o tempo do setor de energias renováveis e que não merece o apoio do governo.
Desde sua quebra surgiram inúmeros artigos na imprensa sobre como diversas circunstâncias contribuíram para esse final. Os críticos afirmam que os Estados Unidos não podem competir com a China. Mas este país exportou mais de US$ 1,7 milhão em produtos da área de energia solar para a China em 2010 e teve superávit comercial líquido de US$ 247 milhões, diz um informe to ThinkProgress.
A indústria de dispositivos de energia solar é um dos setores de maior crescimento nos Estados Unidos com cinco mil empresas que empregam cem mil trabalhadores, disse Alexander Ochs, diretor do programa de energia e clima do Instituto World Watch.
A Solyndra faliu porque tomou decisões erradas em matéria de investimento e sofreu as consequências da flutuação do preços de matéria-prima, e não porque o setor está com problemas. "Cita-se aSolyndra como exemplo de que a energia solar não funciona nos Estados Unidos ou que não pode competir no mercado internacional. Com esse caso tenta-se matar toda a indústria", explicou Ochs à IPS.
De fato, a indústria de energia alternativa cresceu 69% em 2010, duplicou a um ritmo muito maior do que a dos combustíveis fósseis, que cresceu uma porcentagem mínima, ou a energia nuclear, único setor que registrou crescimento negativo, acrescentou.
As pessoas que questionam o apoio estatal à energia renovável não levaram em conta o alto custo comparativo dos subsídios aos combustíveis fósseis, insistiu o diretor do Instituto World Watch. O setor recebeu US$ 72,5 bilhões em subsídios entre 2002 e 2008, enquanto a energia renovável obteve US$ 29 bilhões no mesmo período, dos quais uma importante proporção foi para os biocombustíveis, segundo estudo do Environmental Law Institute. A indústria dos combustíveis fósseis recebeu US$ 557 bilhões em subsídios estatais em todo o mundo em 2009, enquanto a da energia renovável e dos biocombustíveis juntas concentraram US$ 46 bilhões, segundo o Banco Mundial.
Após mencionar os subsídios diretos, indiretos e de infraestrutura, inclusive os que figuram como custos externos de saúde e ambientais, Ochs se perguntou como os críticos afirmam que as alternativas renováveis poderiam competir sem subsídios. "Vinte anos depois de começarmos a levar a sério a mudança climática, e à luz dos problemas econômicos e de saúde que apresenta o uso de combustíveis fósseis, continuamos colocando 12 vezes mais recursos neles", disse à IPS.
FONTE: Envolverde - IPS
via http://www.agrosoft.org.br
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